terça-feira, 4 de abril de 2017

Alguns fatos sobre o transporte em São Paulo

São Paulo é uma cidade imensa com inúmeros fatos que ainda são desconhecidos por pelo menos a maioria da população. Se somarmos a região metropolitana esse número dobra de tamanho. Aqui vai alguns fatos sobre o transporte em São Paulo e região. 
  • O Metrô e a CPTM não são tão diferentes o quanto você pensa
Normalmente se você perguntar a qualquer passageiro que usa o Metrô e/ou a CPTM sobre qual é a mais rápido ou confiável, é claro que muitos responderam que o Metrô é mais ágil e rápido e que a CPTM é antiga e lenta. Mas você sabia que ambas não possuem tantas diferenças assim?
Cada uma possui características distintas para o tipo de demanda ou operação. O Metrô atende as regiões mais centralizadas da cidade, basta observar o mapa da rede metro-ferroviária e perceber que o metrô chega apenas nos centros comerciais e regiões mais centrais dos bairros. Já a CPTM possui uma característica mais metropolitana por atender não só a bairros mais afastados do centro, mas como cidades da região metropolitana ou de outras regiões metropolitanas. 

Sistema de Transporte Metropolitano Paulista.
Autor: Gustavo Bonfate, 2015.

Outro fator que diferencia mais as duas é que o Metrô paulistano foi criado do zero com vias e estações novas, enquanto que a CPTM assumiu a malha férrea de companhias mais antigas como FEPASA e Rede Ferroviária Federal S.A. que já estavam sucateadas por conta dos baixos investimentos. As composições que circulam na CPTM, no geral, são maiores que as composições do Metrô pois possuem 08 carros de passageiros, enquanto do metrô somente 06. O sistema de alimentação elétrica também é bem diferente entre um e outro. No metrô a energia é conduzida pelo terceiro trilho, um equipamento que fica no nível das rodas do trem, e possui 700 Volts de Corrente Contínua. No caso da CPTM a energia é conduzida pela rede aérea, conjunto de fios que ficam acima da composição, com 3.000 Volts Corrente contínua.

Diferenças entre a CPTM e o Metrô.
Fonte: CPTM em foco.

Alguns fatos em que são similares é que tanto uma quanto a outra são um meio de transporte sobre trilhos que se difere apenas em que tipo de demanda irá atender, mas ambos podem operar com qualidade e agilidade, operando por debaixo da cidade ou em superfície.
Mas ambas são subordinadas ao governo estadual, se uma ou outra não tiver investimentos isso deve ser cobrado também do governador.
  • Falida em transporte
Para uma metrópole que é São Paulo, se o seu transporte coletivo não funciona corretamente, então a cidade fica travada e completamente quebrada no quesito mobilidade urbana. Não pense que no passado não faltaram projetos e soluções para esse problema mais antigo que tudo, porém como o Brasil preferiu investir mais no ramo rodoviário durante as décadas de 60 e 70, o resultado só podia ser o que vemos atualmente em diversas avenidas paulistanas: trânsitos terríveis, acidentes, prejuízos financeiros e físicos aos cidadãos que todos os dias precisam enfrentar o caos criado pelo uso massivo do transporte particular.
Se houvesse mais linhas de metrô, trem ou então mais tipos de transporte na cidade como os Bondes modernos (VLT - Veículo Leve sobre Trilhos), BRT (do inglês Trânsito Rápido de Ônibus), ou ciclovias de verdade, talvez o problema fosse amenizado. Mas a situação chegou a um ponto muito crítico e, mesmo com ampliações da rede do metrô, ainda seria insuficiente para solucionar de verdade o problema. 

Relação de espaço entre os sistemas de transportes.
Fonte: Mobilize.org.

Uma solução viável, principalmente para o momento da economia nacional, seria levar comércios, indústrias e pólos comerciais para mais distantes do centro, indo a bairros mais periféricos, para melhor distribuir os serviços públicos, a tão sonhada “descentralização”, algo que parece que não virá tão cedo.
  • Uma cidade frágil em mobilidade
Imagine uma São Paulo sem metrô, sem trem e sem ônibus. Se com esses transportes públicos a situação do trânsito é caótica, imagina se não existissem ou fossem menores do que são atualmente? Uma “prova” desse argumento é os dias em que o Metrô paralisa suas operações por motivos diversos, greves ou problemas técnicos. Se esse problema durar mais de uma hora, bairros como Sé, República, Consolação, entre outros, simplesmente travam. Avenidas radiais que levam ao centro da cidade ficam congestionadas, o que atrasa compromissos e gera frustração coletiva entre os cidadãos. 
O transporte público tem sim sua importância em uma grande metrópole, sem eles a cidade travaria de norte à sul e de leste à oeste, pois imagina toda a população, não só da cidade, mas como de outras, usassem somente os carros? Seria um caos completo.

Congestionamento de carros e ônibus na Radial Leste em um dia de greve do Metrô.
Fonte: G1-SP.
  • Incentivar o cidadão a deixar o carro em casa
Quando uma linha de metrô chega a algum bairro que só era atendido por ônibus, não são apenas os passageiros desses ônibus que migram para o metrô, mas quem mora nesses bairros e usa o carro para atividades diversas também começam a usar o transporte sobre trilhos. Com essa migração carro - metrô, o trânsito da cidade fluiria melhor e o tempo de viagem também melhoraria, isso que deveria acontecer cada vez mais. Mas, infelizmente o ritmo de expansão da malha do metrô e da CPTM não motiva muitos usuários de que ficará pronta tão cedo, vide as obras da Linha 15-Prata do Metrô que chegará a seu oitavo ano em obras e apenas 2,9 km e duas estações foram entregues, isso porque o governador Geraldo Alckmin anunciou em 2009 que a opção do monotrilho para a Linha 15 foi feita visando o baixo custo de construção e o baixo tempo de obras, bom... nada a declarar.
Se não houver incentivos, não haverá mudanças e com isso a cidade permanecerá inviável para se viver.

Composição do Monotrilho alinhado na Estação vila Prudente.
Autor: Gustavo Bonfate.

  • BRT na cidade
Uma opção de transporte que se tornou muito defendida é o BRT (Bus Rapid Transit - Trânsito Rápido de Ônibus) que é uma opção mais rápida que os corredores de ônibus comum. Implantado pioneiramente em Curitiba na década de 1970, o BRT é muito usado em casos em que o metrô é inviável de ser implantado ou não possuir características essenciais para tal como demanda ou viabilidade financeira. 
Em São Paulo, o BRT poderia ser implantado em vias em que o metrô não chega como a Avenida 23 de Maio, a Marginal Tietê, ou o Mini Anel viário de São Paulo que inclui as avenidas Bandeirantes, Tancredo Neves, Juntas Provisórias (onde já possui o BRT Expresso Tiradentes), Anhaia Mello e Salim Farah Maluf. 
Atualmente, apenas o Expresso Tiradentes atende a alguns requisitos de BRT que é cobrança antecipada em estações, exclusividade na operação dos ônibus, controle de partidas e atendimento diferenciado. Já o Corredor São Mateus - Ferrazópolis - Jabaquara da EMTU se assemelha mais a um corredor de ônibus, porém com características de metrô por integrar cidades e bairros distantes a estações do metrô/trem.
Vale lembrar que muitas cidades ao redor do mundo optaram pelo BRT para solucionar o problema dos congestionamentos nas cidades, ou seja, não é só metrô que pode ajudar na mobilidade, o ônibus também tem seu papel na estruturação de uma metrópole, basta ser implantado com eficiência e investir mais em outros modais de transporte.

Estação Pedro II do Corredor Expresso Tiradentes.
Autor: Gustavo Bonfate.
  • Ir ou sair dos aeroportos pode ser difícil
Pode parecer piada para muitas pessoas, mas atualmente nenhum dos aeroportos de São Paulo, Congonhas e Guarulhos, possuem uma ligação direta com a rede de metrô e trem. Enquanto em muitos países e até cidades brasileiras os aeroportos são atendidos pelo metrô ou pelo trem, na maior capital brasileira isso é apenas um sonho para os passageiros, e olha que ambos os aeroportos são muito antigos: Congonhas foi inaugurado em 1936 e está a 10,6 km do centro da cidade, e Guarulhos em 1985 e está distante da cidade à cerca de 36 km. Para acessar esses aeroportos, o passageiro precisa se deslocar até uma estação de metrô/trem mais próxima e utilizar ônibus até os referidos aeroportos, o que aumenta ainda mais o desestimulo do transporte público. Mesmo com a Copa do Mundo em 2014, quase nenhum legado foi deixado, ou nada no caso de São Paulo, pois a Linha 17 Ouro do Metrô que atenderia Congonhas ainda está em obras e a Linha 13 Jade da CPTM que atenderia Guarulhos só começou as obras em 2012, dois anos antes do Mundial, embora no caso da Linha 13 as obras avançaram mais do que a Linha 17.

Obras da Estação Aeroporto de Guarulhos, próximo ao Terminal Metropolitano Taboão.
Autor: Gustavo Bonfate.

Obras da Linha 17-Ouro, próximo a Estação Morumbi da CPTM.
Autor: Gustavo Bonfate.
  • Cuidar do seu patrimônio
O transporte público, como o próprio nome diz, é público, é de todos. Porém, muitas pessoas esquecem-se disso e acabam por quebrar o próprio patrimônio achando que o governo irá melhorar o transporte. Vandalizar trens, ônibus, pontos de ônibus e estações é jogar o seu dinheiro no lixo, pois para reparar o mesmo, será retirado o dinheiro que seria para melhorar a educação, a saúde ou usado em programas sociais, já pensou nisso? Cada vez que algum individuo vandaliza o patrimônio público, são as demais pessoas que perdem com isso e não o governo. Se mais ônibus forem queimados em manifestações ou trens forem vandalizados, o governo irá reduzir os investimentos e não aumentá-los, irá retirar linhas de ônibus da periferia, vai deixar de repor a frota em operação, vai retirar incentivos para o transporte público, enfim, o prejuízo será diretamente direcionado a nós mesmos. Lembre-se: Cobrar melhorias é uma coisa, vandalizar esperando algo melhor em troca é totalmente diferente e absurdo.
Trem recém chegado na CPTM vandalizado.
Foto retirada do blog Modal Ferroviário e Mobilidade Urbana, crédito ao autor.
  • Por que não ter metrô em todos os bairros?
Inviabilidade financeira e operacional, simplesmente isso. Por mais que pareça uma solução, ter mais linhas de metrô atualmente não resolveria toda a questão da mobilidade pois a demanda pelo serviço aumentou e concentrar isso cada vez mais no centro é um problema. O crescimento populacional da cidade não seguiu de forma organizada e com isso se tornou quase que impossível ter o transporte sobre trilhos em todos os bairros. Como já dissemos, não existe apenas o trem como opção de transporte rápido, existe o BRT que se encaixa em muitos quesitos urbanos em que o metrô já tem problemas para se adequar. Além disso, quando falamos em uma cidade organizada e sustentável estamos falando de uma cidade com diversos pólos comerciais espalhados pela cidade e não concentrado no centro como é em São Paulo. Sendo assim, mais linhas de metrô seguindo dos bairros ao centro não é uma solução lógica em tempos atuais, mesmo parecendo.

Trem da frota A do Metrô Paulista na Estação Luz.
Autor: Gustavo Bonfate.
  • O que temos atualmente sobre trilhos?
No total são 258,4 km de linhas férreas da CPTM divididas em seis linhas, 78,4 km de vias do Metrô divididas em seis linhas sendo uma operada pela iniciativa privada, a ViaQuatro. Em São Paulo, atualmente há 138 km de corredores de ônibus e 500 km de faixas exclusivas simples, enquanto que na região metropolitana 57,3 km de corredores de ônibus que atendem à cinco municípios da região metropolitana. Há diversos projetos para ampliar a rede de metrô, trem e corredores de ônibus, alguns estão em obras, mas a maioria se quer saiu dos projetos, o que dificulta a mobilidade urbana e as viagens desde as cidades até a capital. Uma curiosidade é que São Paulo possui uma linha de ônibus que circula por bairros no extremo sul da cidade que utilizam a balsa da Ilha do Bororé para conectar a ilha até o Terminal Grajaú, também na zona sul. O blog visitou a Ilha em 2016, veja a matéria aqui (Roteiros Interessantes em São Paulo - Ilha do Bororé). 

Mapa do Transporte Metropolitano.
Fonte: Metrô SP.
  •  O que o passageiro ou cidadão pode fazer para melhorar o transporte?
Cobrar autoridades, se informar melhor sobre o assunto, respeitar normas e regras das empresas de transporte, participar mais de debates e discussões, e acima de tudo, entender que um transporte público não se faz sozinho, todos tem um papel importante para isso. Não adianta ir à sua rede social e reclamar da CPTM, do Metrô ou da SPTrans, até porque palavras da boca pra fora são esquecidas no dia seguinte. Cobrar melhorias de quem tem o papel de servir o cidadão de forma justa e transparente é quase que uma obrigação do próprio cidadão, até porque é ele quem usa todo o dia o transporte e então é só ele que deve cobrar melhorias.
O papel do governador e de seus secretários é melhorar o estado e as cidades, e o papel do cidadão é conferir e cobrar eles, não é só votar, não se esqueça disso.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Linhas de ônibus para o Aeroporto de Congonhas

Linhas de ônibus para o Aeroporto de Congonhas

Aeroporto de São Paulo/Congonhas.
Foto: Infraero.
Um dos principais e movimentados aeroportos do Brasil está localizado entre os bairros do Campo Belo e Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Cercado de casas e edifícios, o aeroporto hoje se encontra saturado e sem opções para ampliação, mesmo assim é o aeroporto mais próximo da cidade, já que o Aeroporto de Guarulhos fica mais distante do centro de São Paulo. Inaugurado em 1936, o aeroporto, assim como o Aeroporto de Gaurulhos, não possui ligação direta com linhas de Metrô ou da CPTM, sendo atendido principalmente por linhas de ônibus municipais de São Paulo já que a estação mais próxima fica á cerca de 6 km (Estação São Judas da Linha 1 Azul do Metrô). A entrada principal do aeroporto fica na Avenida Washington Luís (Corredor Norte - Sul) por onde se tem acesso as regiões sul, norte e central da cidade. Por ser uma avenida arterial da cidade, constantemente congestionada o que pode gerar atraso para quem precisa ir ao aeroporto. Vale lembrar que o Aeroporto de Congonhas possui apenas vôos para destinos nacionais, e em 2015 foi derrubada uma restrição que foi imposta em 2007 que limitada os vôos em apenas 1.500 km em linha reta. Essa restrição foi criada logo após o trágico acidente do Voo 3054 da TAM.
Como o aeroporto possui diversas linhas passando próximo á ele, vamos listar as linhas que fazem ponto final ou inicial no aeroporto e logo a seguir as linhas de passagem. 

Serviço Airport Service
258TRO Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) - São Paulo (Aeroporto de Congonhas) via Av. 23 de Maio.
Ônibus da linha 258 TRO.
Foto retirada da internet, créditos na foto.
Já citada na matéria anterior, essa linha é operada pela Serveng Transportes do Consórcio Internorte da EMTU/SP. Essa linha opera no sistema executivo com ônibus com Ar Condicionado, Poltronas reclináveis, Banheiros, Wi-Fi, além de um serviço diferenciado. O valor atualizado da passagem é de R$ 45,50, pagamento feito no momento do embarque que é somente realizado nos pontos iniciais. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou no cartão de débito em ambos os pontos, o BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano) não é aceito na linha. Observação: As partidas das 23:10, 00:15, 01:30, 03:00 e 04:30 fazem passagem no Terminal Rodoviário do Tietê sentido Aeroporto de Congonhas, e no sentido Aeroporto de Guarulhos são as partidas das 00:00, 01:30, 03:00 e 04:30.
Tarifa: R$ 45,50 (valor atualizado)
Operadora: Consórcio Internorte (Serveng Transportes)
Controladora: EMTU/SP

Linha Metropolitana

470TRO Santo André (Terminal Metropolitano Santo André Leste) - São Paulo (Aeroporto de Congonhas) via São Caetano do Sul Circular.

Essa linha é bem peculiar, pois atende o aeroporto em sistema circular saindo do Terminal Metropolitano Santo André Leste, ao lado da estação Prefeito Daniel - Santo André da Linha 10 Turquesa da CPTM, e indo até o Aeroporto de Congonhas e voltando sem fazer ponto final. A linha atende ao Terminal Rodoviário de Santo André (TERSA), a cidade de São Caetano do Sul pela Avenida Goiás, passa ao lado do Terminal Sacomã, já em São Paulo, passando também pela região da Saúde, Jabaquara, Parque Jabaquara e Jardim Aeroporto. A linha é operada pela empresa Publix e é controlada pela EMTU/SP, o serviço oferecido é o Seletivo com ônibus semi rodoviários e tarifa diferenciada. Porém, tanto o percurso quanto os intervalos entre as partidas afastam possíveis passageiros da linha, além dos serviços que são mal oferecidos pela empresa. O percurso é estimado em 2 horas e 20 minutos e opera somente aos dias úteis entre as 5 horas às 22 horas com intervalos entre entre 50 minutos à 1 hora entre as partidas.
Tarifa: R$ 6,85 (valor atualizado)
Operadora: Publix (Empresa de Transportes Publix LTDA)
Controladora: EMTU/SP

Linhas municipais
609J-10 Aeroporto - Metrô São Judas (Circular)
Ônibus da linha 609J-10.
Foto retirada da internet, créditos na foto.
Criada durante os jogos da Copa do Mundo em 2014, a 609J-10 hoje é uma das principais e mais rápidas ligações entre o Aeroporto e a rede metroviária. Seu ponto inicial está localizado próximo da entrada principal do aeroporto e opera em sistema circular até a Estação São Judas onde o passageiro pode se conectar com a Linha 1 Azul do Metrô. Operado pela TUPI Transportes, os intervalos entre os ônibus ficam em torno de 12 á 15 minutos durante o dia e o que chama atenção nessa linha é a predominância de motoristas femininas na operação dos ônibus, tendo sido foco da mídia e apelidada de "Linha Rosa". Recentemente a linha teve uma pequena alteração no itinerário com o fim da 875M-10 (Aeroporto - Metrô Barra Funda via Miruana), pois para atender a Avenida Miruana, a 609J-10 passou a circular por essa avenida e acessando a Avenida Bandeirantes pela Miruana. Os intervalos entre os ônibus giram em torno de 15 minutos durante o dia e o percurso de um ciclo completo de 70 minutos. A linha é uma boa opção para quem vem do Metrô e vai para o Aeroporto.
Tarifa: R$ 3,80 (valor atualizado)
Operadora: Consórcio Unisul (TUPI Transportes)
Controladora: SPTrans

6110-10 Conjunto Habitacional Palmares - Aeroporto 

Outra linha operada por uma ex-cooperativa, no caso a Transwolff Transportes, que liga a região do Grajaú ao Aeroporto passando por diversos bairros próximos da Represa Guarapiranga, Cidade Dutra e Interlagos. Os intervalos giram em torno de 10 á 12 minutos e o tempo de percurso é estimado em 1 hora e meia de viagem.
Observação: Assim como a 5128-10, a 6110-10 faz o ponto final em uma rua próxima a entrada principal do Aeroporto, na Rua Félix de Sousa. 
Tarifa: R$ 3,80 (valor atualizado)
Operadora: Transwolff Transportes (antiga Cooper Pam)
Controladora: SPTrans

Outras linhas: 5194-21 (Jardim São Jorge até o Apurá - Aeroporto Circular) e 875A-10 (Aeroporto - Perdizes via Aratãs). Ambas as linhas atendem o aeroporto de passagem e são operadas pela TUPI Transportes. No caso da 875A-10, o ponto inicial fica no Jardim Aeroporto.
Observação: A linha 5128-10 Jardim Apurá - Aeroporto iria ser encurtada no Metrô Conceição, algo que não ocorreu e a linha permanece atendendo o Aeroporto.
Linhas de Passagem com os intervalos médios entre os ônibus.
Tabela: Gustavo Bonfate.
Vale lembrar que o  Aeroporto de Congonhas não possui vôos noturnos, pois devido á uma determinação da justiça para não incomodar os moradores da região próxima do aeroporto, o horário de operação do aeroporto é das 6 horas ás 23 horas todos os dias. 
Para mais informações consulte:

SPTrans

EMTU/SP

Infraero 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Metrópole Conectada – Linhas de ônibus para a Rodoviária Barra Funda

Terminal Rodoviário Barra Funda

Foto do Acesso Sul, retirada do Metrô.
Inaugurada oficialmente no dia 20 de dezembro de 1989, um ano depois da Estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô e CPTM, hoje a rodoviária da Barra Funda é a segunda mais importante e movimentada de São Paulo, contendo linhas 139 linhas para mais de 570 cidades de seis estados das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, além de uma cidade na Bolívia. Enquanto o Terminal Rodoviário do Tietê fica com as linhas para o nordeste, leste e sudeste do estado de São Paulo, partindo da Rodoviária Barra Funda há linhas para o Oeste e Sul do estado. Além de tantas linhas rodoviárias, há diversas linhas municipais e intermunicipais de São Paulo que atendem aos dois terminais urbanos da rodoviária: O terminal sul localizado na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, próximo do acesso ao Metrô e CPTM, e o terminal norte localizado na Rua Aloysio Biondi, acesso pela rodoviária. Saiba aqui as que atendem a estação intermodal Barra Funda.
  • Linhas da CPTM e do Metrô que atendem a Estação Palmeiras Barra Funda

Linha 3 Vermelha do Metrô (Palmeiras Barra Funda - Corinthians Itaquera)
Conexões: República - Linha 4 Amarela (Luz - Butantã)
                   Sé - Linha 1 Azul (Jabaquara - Tucuruvi)
                   Brás - Linhas 10 Turquesa, 11 Coral e 12 Safira da CPTM
                   Tatuapé - Linhas 11 Coral e 12 Safira da CPTM (Em horários específicos)
                   Corinthians Itaquera - Linha 11 Coral da CPTM (Em horários específicos) 
Linha 7 Rubi da CPTM (Luz - Francisco Morato/Jundiaí)
Conexões: Luz - Linhas 1 Azul e 4 Amarela do Metrô, e Linha 11 Coral da CPTM
Linha 8 Diamante da CPTM (Júlio Prestes - Itapevi)
Conexões: Presidente Altino e Osasco - Linha 9 Esmeralda da CPTM
  • Terminal Norte
Linhas Intermunicipais
472 TRO Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Um serviço Executivo do Aeroporto que já foi citada pelo blog em outras postagens. A linha atende desde o Aeroporto Internacional de São Paulo até o Terminal Rodoviário da Barra Funda passando pelo Terminal Rodoviário do Tietê operando com ônibus rodoviários com Ar Condicionado, Wi-Fi, Poltronas confortáveis, Água e Toalete. Há uma curiosidade sobre a linha: Caso você embarque no Aeroporto de Guarulhos o valor cobrado é de R$ 45,50, porém, caso você embarque em uma das rodoviárias, Tietê ou Barra Funda, o valor cobrado é R$ 47,35 devido à taxa de embarque da rodoviária. Além disso, para embarcar é necessário ir ao clichê da Airport Bus Service e comprar a passagem, com exceção dos seguintes horários: 00:30, 02:00, 03:30 e as 05:00. Nesses horários o pagamento é feito diretamente com o motorista na plataforma de embarque da linha, Plataforma 60.
Serviço: Aeroporto Executivo.
Tarifa: R$ 45,50 (embarque Aeroporto), R$ 47,35 (embarque na  rodoviária). Valores atualizados.
Operadora: Consórcio Internorte (Serveng Transportes)
Controladora: EMTU/SP

524 TRO Barueri (Trevo de Alphaville) – São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Tamboré (Barueri), Rodovia Castelo Branco e Marginal Tietê.
Serviço: Comum.
Tarifa: R$ 5,65 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Urubupungá/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.
Observação: Somente de Segunda a Sexta. 

Linhas municipais do Terminal Norte (Lado Norte):
Linhas municipais do Lado Norte. Clique na imagem para ver maior.
Por Victor Santos.
  • Terminal Sul
Linhas Intermunicipais
308 TRO Cotia (Atalaia) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Centro de Cotia, Terminal Metropolitano Cotia, Rodovia Raposo Tavares, Metrô Butantã, Pinheiros e Pacaembu. 
Serviço: Seletivo.
Tarifa: R$ 10,60 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Viação Raposo Tavares/Intervias.
Controladora: EMTU/SP.

331 TRO Caieiras (Laranjeiras) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Parada de Taipas, Avenida General Edgar Facó, Lapa e Avenida Francisco Matarazzo
Serviço: Comum.
Tarifa: R$ 5,00 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Viação Caieiras/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

350 TRO Itapevi (COHAB) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Estação Itapevi, Parque Boa Esperança, Carapicuíba, Osasco, Parque Villa Lobos e Lapa.
Serviço: Comum.
Tarifa: Itapevi (COHAB) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 5,65.
            Barueri (Jardim Julio) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 4,95.
            Itapevi (COHAB) - Barueri (Batalhão Logístico) = R$ 4,10.
            Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima) - Osasco (Vila Yara) = R$ 4,50.
*Valores atualizados, tarifas cobradas por trecho percorrido ida e volta.
Operadora/Consórcio: Benfica BBTT/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

350 BI1 Itapevi (Vila Gioia) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Estação Itapevi, Parque Boa Esperança, Carapicuíba, Osasco, Parque Villa Lobos e Lapa.
Serviço: Comum.
Tarifa: Itaoevi (Vila Gioia) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 5,65. 
           Barueri (Jardim Julio) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 4,95.
           Itapevi (COHAB) - Barueri (Batalhão Logístico) = R$ 4,10.
           Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima) - Osasco (Vila Yara) = R$ 4,50.
*Valores atualizados, tarifas cobradas por trecho percorrido ida e volta.
Operadora/Consórcio: Benfica BBTT/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

361 TRO Francisco Morato (Parque 120) - São Paulo (Term. Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Centro Francisco Morato, Rodovia Tancredo de Almeida Neves, Centro Caieiras, Parada de Taipas, Avenida General Edgar Facó, Lapa e Avenida Francisco Matarazzo.
Serviço: Comum.
Tarifa: Francisco Morato (Parque 120) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 6,30
           Caieiras (Trevo de Laranjeiras) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 4,20
           Francisco Morato (Parque 120) - Caieiras (Trevo de Laranjeiras) = R$ 4,45
Operadora/Consórcio:
Controladora: EMTU/SP.
399 TRO Barueri (Parque Imperial) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Baronesa, Jaguará, Rodovia Anhanguera e Avenida Marquês de São Vicente.
Serviço: Comum.
Tarifa: R$ 5,00 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Urubupungá/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

Observações: Linha 385 TRO Pirapora do Bom Jesus (Jardim Bom Jesus) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) possui apenas dois horários: 05:10 sentido Barra Funda, e as 17:00 sentido Pirapora do Bom Jesus, somente nos dias úteis. Linha 
442 TRO Caieiras (Jardim Nova Era) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) possui três partidas de manhã somente sentido São Paulo, e quatro sentido Caieiras, consulte o site ou aplicativo da EMTU/SP. 
Linha 458 TRO Carapicuíba (COHAB I) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) possui apenas duas partidas apenas nos sábados: 05:35 sentido São Paulo e as 06:50 sentido Carapicuíba. 

Linhas municipais do Terminal Sul (Lado Sul):
Linhas municipais do Lado Sul, clique na imagem para ver maior.
Por Victor Santos

Fontes: Socicam, SPTrans, EMTU/SP, Metrô-SP e CPTM.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Corredor Pirituba - Centro

O Passa Rápido Pirituba - Lapa - Centro

O distrito de Pirituba desde sempre foi mal servido pelo transporte público, mesmo contanto com a ferrovia desde o século passado.  As linhas de ônibus seguiam desde os bairros mais afastados até o centro sem ter prioridade nas avenidas e superlotando as mesmas. Com isso, em 2001, logo após assumir a prefeitura, Marta Suplicy iniciou os projetos para diversos corredores de ônibus, o chamado Passa Rápido, espalhado pela cidade e incluía a região do Pirituba que ganharia inclusive um terminal de ônibus para acomodar as linhas locais e estruturais. O projeto desse corredor era de 1997, na gestão Celso Pitta, mas foi reformulado para a rede atual. 
Terminal Pirituba.
Foto: Gustavo Bonfate.

Em 14 de dezembro de 2003 foi então inaugurado o corredor Pirituba – Lapa – Centro e fez a mobilidade da região avançar e muito com a diminuição do número de linhas nas avenidas para concentrar apenas linhas troncais e o ganho no tempo de viagem. Para realizar a função de transferência entre linhas locais dos bairros e linhas estruturais para o centro foi inaugurado também o Terminal Pirituba que beneficiou não só o distrito de Pirituba, mas como também outros distritos como Perus, Brasilândia e Freguesia do Ó.
O corredor também trouxe outros tipos de benefícios como a questão do paisagismo da região como o plantio de mudas e árvores no canteiro central e a melhora do calçamento, embora em alguns trechos isso não ficasse eminente como nas avenidas Miguel de Castro e Cabo Adão Ferreira onde as paradas são do lado direito da via e as coberturas mais simples em algumas paradas. Nas avenidas Edgar Facó e Ermano Marchetti as paradas são do lado esquerdo do ônibus até a chegada no Terminal Lapa, onde também foi inaugurado no mesmo dia que o corredor.
Parada Petrônio Portela, trecho Pirituba - Lapa.
Foto: Gustavo Bonfate.

O trecho Lapa – Centro é bem peculiar já que o corredor segue pelas ruas Guaicurus (Sentido Bairro), Catão e Clélia (Sentido Centro) até o encontro da Avenida Francisco Matarazzo que possui um alto número de comércios, edifícios empresariais e institucionais. Mas com certeza o trecho mais interessante é nas avenidas General Olimpio da Silveira e São João que seguem por baixo do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, no qual serve como cobertura das paradas, mas infelizmente serve como abrigo de moradores de rua que dormem próximos dos pilares do elevado e das paradas. Esse trecho também é marcado pela existência desde 2015 da ciclovia que foi implantada na atual gestão municipal de Fernando Haddad. Diferente da ciclovia da Avenida Edgar Facó que tem sua própria prioridade e afastada do tráfego de pedestres, a ciclovia da São João corta as paradas sem qualquer separação física, o que gerou acidentes com pedestres por causa das curvas fechadas devido aos pilares.
Parada Angélica, trecho Lapa - Centro.
Foto: Gustavo Bonfate.

Na chegada ao centro, o corredor segue pela Rua Pedro Américo, Praça da República, Avenida São Luís, Rua Coronel Xavier de Toledo até a chegada à Praça Ramos de Azevedo, o fim do corredor. Na volta segue pelo Largo do Paissandu e Avenida São João.
Na concepção original do corredor as linhas oriundas da região noroeste fariam ponto final no Terminal Amaral Gurgel, próximo da Avenida São João. A partir dele existiriam linhas para o centro e desafogando o mesmo. Porém, basta olhar para o terminal e veremos que o plano jamais daria totalmente certo uma vez que a estrutura está quase espremida pelos pilares do elevado e possuir apenas duas plataformas pequenas demais para acomodar tantas linhas, ou seja, dinheiro jogado no ralo...
Parada Tibério, Rua Guaicurus;
Foto: Gustavo Bonfate.

Porém, antes dos benefícios, o corredor gerou confusão para os motoristas de ônibus e passageiros pois com essas mudanças, que estavam previstas meses antes, a SPTrans não informou ou ajudou a controlar as mudanças e isso gerou confusão com itinerários e operação dos terminais, até então eram no sistema Pré Embarque onde os passageiros precisavam pagar a tarifa antes de entrar no terminal. O custo total da obra do corredor foi de R$ 59 milhões de reais. 
Quase 13 anos após a inauguração, o corredor é o mais importante da região noroeste e hoje se tornou essencial para a mobilidade urbana da região. Com 15,2 km de extensão e uma demanda diária de cerca de 300 mil passageiros e 39 linhas municipais e sete intermunicipais. Ao longo do corredor existe um misto de residências, comércios, edifícios residenciais ou comerciais, além de instituições e parques.
Parada Parque da Água Branca, trecho Lapa - Centro.
Foto: Gustavo Bonfate.

Talvez um dos problemas do corredor fosse ainda o excesso de linhas que causam certo congestionamento de ônibus no corredor, mas outro problema é a falta de organização dos terminais Pirituba e Lapa que estão saturados devido à grande necessidade do transporte. Uma curiosidade: por ser pequeno demais para tantas linhas, o Terminal Lapa hoje possui linhas dentro e fora da estrutura, pois o terminal não comporta tantas linhas, mesmo sendo relativamente novo.
Outro problema mais sério é a região da República que, se de dia está movimentada, à noite está vazia e perigosa e é algo a ser pensado uma vez que a linha 8000/10 Terminal Lapa – Praça Ramos faz ponto final ali juntamente com outras linhas. Para seguir para outro terminal como o Parque Dom Pedro II, passageiros devem esperar outras linhas como 2002/10, 702U/10, 8615/10(inclusive atende o corredor), 909T/10 ou 9300/10.
Fora isso o corredor precisa também de algumas reformas no pavimento dos veículos e piso das paradas, além dos abrigos estarem constantemente sujos e vandalizados. Como sempre é preciso o cuidado da prefeitura para que o corredor não perca a utilidade que tem não só como transporte, mas como urbanismo nas regiões atendidas.
Praça Ramos de Azevedo, ponto final de várias linhas do corredor.
Foto: Gustavo Bonfate.

Curiosidades

  • Com esse novo padrão de implantação de corredor com paradas no nível da rua e do lado esquerdo dos ônibus, novos padrões de ônibus também foram atribuídos pela SPTrans como veículos com Piso Baixo, embora isso já existisse em outras cidades.
  • Foi o primeiro corredor Passa Rápido inaugurado na cidade, na teoria os tipos de cobertura usados nesse corredor deveriam ter sidos usados nos demais corredores.
  • É um dos poucos que ainda usam os painéis do Olho Vivo da SPTrans que informam qual linha e qual ônibus irá chegar na parada nos próximos minutos.
  • Possui duas ciclovias integradas ao corredor: No trecho da Avenida Edgar Facó, no trecho Pirituba – Lapa, e no trecho das avenidas General Olimpio da Silveira e São João, trecho Lapa – Centro.
  • Os terminais Pirituba e Lapa quando foram inaugurados eram em sistema Pré Embarque, ou seja, o passageiro precisava pagar a tarifa antes de entrar no terminal, igual era anteriormente nos terminais da CMTC nas décadas de 80 e 90 e como é atualmente nos terminais metropolitanos do Corredor ABD. Alguns anos depois esse sistema foi desativado.
  • Possui três linhas noturnas: N102-11 Terminal Lapa – Terminal Parque Dom Pedro II e N106-11 Terminal Parque Dom Pedro II – Metrô Barra Funda, trecho Lapa – Centro, N104-11 Terminal Pirituba – Terminal Lapa, trecho Pirituba – Lapa.
Terminal Lapa, um dos principais da cidade.
Foto: Gustavo Bonfate.

Bairros atendidos
Pirituba
Nossa Senhora do Ó
Freguesia do Ó
Piqueri
Água Branca
Lapa de Baixo
Lapa
Barra Funda
Santa Cecília
República

Linhas do corredor: 39 linhas municipais e sete intermunicipais (considerando apenas linhas que atendam o corredor)
 
Linhas do trecho Pirituba - Lapa. Por Victor Santos
Linhas do trecho Lapa - Centro. Por Victor Santos.
Observações: Há linhas que passam pela lateral do corredor e atendem paradas à direita, para consultar essas linhas acessem o site da SPTrans. 
Algumas linhas que atendem o trecho Pirituba - Lapa também atendem ao trecho Lapa - Centro. Consultem os itinerários com a SPTrans.

Detalhes do corredor
Inauguração: 14 de dezembro de 2003 (13 anos)
Extensão: 15,2 km
Número de paradas: 33 paradas oficiais
Número de linhas: 39 linhas municipais e sete intermunicipais.
Integrações:
Terminal Pirituba – Linhas municipais de São Paulo e a Estação Pirituba da Linha 7 Rubi da CPTM (180 metros de distância do acesso da estação)
Parada Marginal – Integração com linhas locais
Estação de Transferência Pedro Corazza – Integração com o Corredor Inajar de Souza
Terminal Lapa – Linhas municipais de São Paulo e com a Estação Lapa da Linha 8 Diamante da CPTM
Parada Angélica – Estação Marechal Deodoro da Linha 3 Vermelha do Metrô
Parada Ana Cintra – Próxima do Terminal Amaral Gurgel e da Estação Santa Cecília da Linha 3 Vermelha do Metrô
Praça da República – Estação República das Linhas 3 Vermelha e 4 Amarela do Metrô
Praça Ramos de Azevedo – Corredor Campo Limpo – Rebouças – Centro, Estação Anhangabaú da Linha 3 Vermelha do Metrô e próximo do Terminal Bandeira da SPTrans
Texto e revisão: Victor Santos e Gustavo Bonfate.
Fotos: Gustavo Bonfate.
Pesquisas: Victor Santos.


Fontes: SPTrans, EMTU/SP, Folha de São Paulo - Cotidiano e Transporte (2003), BRT Data e Prefeitura de São Paulo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Corredor de Ônibus Itapecerica - João Dias - Santo Amaro

Hoje iremos relatar a história do Corredor Itapecerica - João Dias - Santo Amaro. Veja também a história dos corredores anteriores: Paes de Barros, Santo Amaro e Inajar de Souza.

Corredor Itapecerica – João Dias – Santo Amaro

Sem novos corredores de ônibus desde 1987, a região sul ainda era precariamente atendida, pois até então o único corredor exclusivo de ônibus era o Santo Amaro – Nove de Julho – Centro, que não atendia amplamente as regiões mais afastadas do centro, como o Capão Redondo e região. Em 1997 foi iniciada a obra do mais novo corredor que iria atender desde o recém inaugurado Terminal Capelinha até a região da Avenida Santo Amaro, conectando-se com o Corredor Santo Amaro – Centro. Essa obra foi liderada pelo então Prefeito Celso Pitta e sua equipe que orçaram a obra em R$ 13,6 milhões e tinha previsão de estar pronta antes da virada do século. Porém foi logo paralisada e o motivo, segundo a prefeitura, foi à falta de verbas para concluir a obra e que, segundo o projeto, não tinha previsto que seria necessário alargar a Estrada de Itapecerica. Por esse fato, a obra ficou paralisada e antes do ano de 2000 foi retomada e acabou custando R$ 2,4 milhões a mais que o inicial, só pra constar que nesse mesmo período (1997 – 2000), o prefeito também tinha iniciado a obra do então “Fura-Fila”, atual Expresso Tiradentes, mas também paralisou a obra por “falta de verba”...
Mesmo após a reforma, as coberturas das paradas
permaneceram as mesmas. Foto: Gustavo Bonfate.
Inaugurado oficialmente em 21 de Junho de 2000, foi um grande avanço para os transportes da região, tornando a circulação dos ônibus mais eficiente e confiável, impedindo que as viagens sejam atrasadas pelo caos do trânsito da região, que até hoje é terrível nos horários de pico. Mesmo com as alterações em linhas locais com a chegada do corredor e dos terminais na região, até hoje algumas linhas de ex-Cooperativas seguem pela avenida pelo lado direito da via.
O projeto se baseou no corredor anterior inaugurado (Inajar de Souza), com paradas do lado esquerdo da via e plataforma no nível do ônibus e coberturas metálicas nas paradas. O corredor trouxe certa melhoria no meio urbano da região com a chegada de mais comércios e serviços ao longo da avenida, arborização no canteiro central, e reforma das calçadas (hoje estão bem precárias). Mesmo os não-usuários das linhas do corredor elogiaram a obra pela melhora no fluxo dos ônibus e carros.
Parada Hospital Campo Limpo.
Foto: Gustavo Bonfate.
Durante a gestão da Prefeita Marta Suplicy, foi feita uma obra pra retificar o corredor e deixá-lo nos moldes atuais (paradas com piso ao nível da calçada). Essa obra foi inaugurada 17 de Julho de 2004 e consistiu em retirar as plataformas altas e rebaixá-las, obra feita na mesma época das reformas dos corredores Santo Amaro e Inajar de Souza. Também nos anos 2000 o corredor ganhou uma nova integração: a Linha 5 Lilás do Metrô que atendia desde a Estação Capão Redondo até a Estação Largo 13, inaugurada em 2002 pelo Metrô. 
Terminal João Dias.
Foto: Gustavo Bonfate.
Atualmente o corredor opera quase no limite da sua capacidade de operação devido à grande demanda da região e das linhas principais que são alimentadas por linhas locais dos bairros mais afastados. Atendendo a uma demanda média de 300 mil passageiros por dia, 23 linhas municipais e com cerca de 8 km entre a Estrada de Itapecerica e a Avenida Santo Amaro e conta com 11 paradas oficiais em operação. O trânsito ainda é um grande problema na região, principalmente no encontro das avenidas João Dias, Giovanni Gronchi, Carlos Caldeira Filho e a Estrada de Itapecerica. Nesse mesmo local existe a Estação Giovanni Gronchi e o Terminal João Dias no canteiro central.
Terminal Capelinha.
Foto: Gustavo Bonfate.
Existem projetos de mais corredores para a região como o Corredor Carlos Caldeira Filho, o Corredor Capão Redondo - Campo Limpo - Vila Sônia que fariam integração com esse corredor, mas nada ainda está previsto para uma breve inauguração. O mais provável para aliviar um pouco as linhas do corredor é a extensão da Linha 5 Lilás entre Largo 13 à Chácara Klabin. Em 2014 foi inaugurada a Estação Adolfo Pinheiro, e a data mais otimista para a entrega total da extensão é 2018.
Parada Nicolino Barra com dois padrões: 2000 e 2004.
Foto: Gustavo Bonfate.
Com exceção de alguns problemas em relação ao asfalto do corredor, piso das paradas e conservação e limpeza das mesmas, o corredor pode realizar bem seu papel na região: Melhorar o fluxo dos ônibus e racionalizar as linhas em direção ao centro.  Alguns ajustes sempre são bem vindos, mesmo que a estrutura seja relativamente nova na cidade, alguns pontos devem ser corrigidos para garantir o conforto dos usuários.
Mapa do Corredor.
Fonte: Wikipédia.
Curiosidades
Esse foi o último corredor implantado com o projeto antigo. Depois desse foi criado os Passa-Rápido criado pela Prefeita Marta Suplicy.
Foi o segundo corredor implantado com paradas e embarque pelo lado esquerdo. O primeiro foi o Inajar de Souza.
O corredor, assim como a Estrada do Itapecerica, percorre praticamente em paralelo a Linha 5 Lilás do Metrô que corre sobre a Avenida Carlos Caldeira Filho
Curiosamente não há linhas intermunicipais que operem no corredor, mesmo que a Estrada do Itapecerica chegue até a divisa entre São Paulo e Itapecerica da Serra. Isso se da ao fato das linhas intermunicipais terminarem nas estações Capão Redondo e Campo Limpo do Metrô, e outras linhas seguirem pela Estrada M'Boi Mirim. 
A linha noturna do corredor é a N704-11 Terminal Capelinha - Terminal Santo Amaro.


Bairros atendidos

Capão Redondo
Vila das Belezas
Jardim São Luís 
Santo Amaro

Linhas do Corredor: 23 Linhas (Considerando apenas as linhas que operam no corredor)
Trecho entre o Terminal Capelinha e o Terminal João Dias: 17 Linhas.

Trecho entre o Terminal João Dias e a Avenida João Dias: 6 Linhas.
Observação: Para consultar linhas que atendem a Estrada do Itapecerica e a Avenida João Dias que não atendem o corredor consultem o site da SPTrans.


Detalhes do corredor

Inauguração: 21 de Junho de 2000 (16 anos)
Extensão: 8 km 
Número de paradas: 11 paradas (considerando apenas paradas oficiais)
Número de linhas: 23 linhas municipais
Integrações: 
Terminal Capelinha - Linhas municipais de São Paulo
Terminal João Dias - Linhas municipais de São Paulo e a Estação Giovanni Gronchi (Linha 5 Lilás do Metrô)
Corredor Santo Amaro - Nove de Julho - Centro - Linhas municipais de São Paulo


Texto e revisão: Victor Santos e Gustavo Bonfate
Fotos: Gustavo Bonfate
Pesquisa: Victor Santos
Fontes: SPTrans, Folha de São Paulo - Cotidiano 21/06/2000, SPObras.