quinta-feira, 18 de maio de 2017

Viagem a Curitiba (Parte 2)

Nessa segunda parte do especial Viagem a Curitiba, vamos relatar como foi à experiência no segundo dia na cidade. O dia foi marcado pela pontualidade das linhas e pela boa agilidade nas integrações entre as linhas, mas também por relatos que comprovaram que nem todo o sistema é perfeito. Confiram!


Segundo dia, 26 de abril de 2017.
Embarcamos na Estação Visconde de Nácar por volta das 10h30, algo que nos agradou foi o certo conforto adotado na implantação das estações tubo, com locais para apoiar-se, painel com as linhas e horários de partida da parada e cobrança antecipada. Embora o projeto das estações seja relativamente antigo, ainda permanecem atuais e úteis. 
Biarticulado da linha Centenário - Campo Comprido.
Por Victor Santos
Não demoramos a esperar a linha 303 Campo Comprido – Centenário do sistema Expresso, o intervalo entre os ônibus girava em torno de 5 minutos para menos. O ônibus, o DE705 (logo mais explicaremos a lógica dos prefixos em Curitiba), estava com lotação mediana e foi assim durante todo o percurso. A linha é basicamente um Leste – Oeste da cidade e foi implantada em maio de 1995 ligando dois terminais ao leste e oeste passando pelo centro e alguns terminais de transferência como o Campo da Siqueira, Capão da Imbuia e o Oficinas. 
Desembarque da linha no Terminal Centenário.
Note que o desembarque e embarque das expressas
é na altura do piso do ônibus.
Por Victor Santos
A viagem durou cerca de 30 minutos e correu tranquilamente sem grandes problemas já que o ônibus opera dentro do sistema de canaletas (corredores exclusivos). No Terminal Centenário percebemos que o terminal é cercado pelo bairro Cajuru e que boa parte dos moradores depende do sistema de transporte da cidade, ou seja, o terminal estava com um movimento intenso para a linha direta e expressa. O terminal possui duas linhas expressas, uma direta, sete alimentadoras e duas “madrugueiras” que operam no período noturno.
Passamos um tempo no Centenário e logo pegamos a linha 335 Centenário – Boqueirão, do sistema Alimentador, mas que se parecia mais a uma linha interbairros, pois ligava dois terminais sem passar pelo centro, mas com um itinerário direto e objetivo. As 11h20 partimos rumo ao Terminal Boqueirão e menos de 30 minutos chegamos ao destino, à linha não lotou muito, embora o ônibus que realizou a viagem ser um articulado (DR407). 
Embarque da linha Ligeirão Boqueirão e de outras linhas Expressas.
Por Victor Santos.
O terminal Boqueirão é um dos principais da região sul da cidade, pelo menos a nosso ver, recebendo 12 linhas alimentadoras, cinco linhas diretas, quatro expressas e três madrugueiras. Além dessas, o terminal é atendido com um tipo diferente de linha: O Ligeirão Boqueirão que faz parte das linhas expressas diretas. A linha que atende o terminal é a 500 Ligeirão Boqueirão que liga o terminal à Praça Carlos Gomes no centro. Essa linha permitiu que os passageiros do Terminal Boqueirão chegassem ao centro em 25 minutos de percurso e poucas paradas, fazendo jus ao termo “Expresso”. Com intervalos de quatro minutos, os veículos que operam nessa linha são os novos Neobus Mega BRT azuis que são atualmente os maiores ônibus do mundo com 28 metros de comprimento fabricados em 2011.
Ligeirão no Terminal Boqueirão.
Por Gustavo Bonfate

As 12hs embarcamos na linha 500 sentido Praça Carlos Gomes no veiculo GE708 com lotação total, embora logo chegasse outro. O conforto dentro do ônibus assegurou a tranqüilidade da viagem, a prioridade dos semáforos, poucas paradas e paradas apenas em pontos estratégicos ou de grande movimento. Todas as paradas e pontos de conexão eram anunciados pelo sistema de informação do ônibus, assim como nas demais linhas expressas e diretas, lembrando que até o momento não tínhamos efetuado nenhum outro pagamento de tarifa além da primeira na Estação Visconde de Nácar.
Embarque sentido Boqueirão na Praça Carlos Gomes.
Por Victor Santos.
Vinte minutos depois e chegamos a Praça Carlos Gomes, no centro da cidade e principal ponto de integração com outras linhas, embora não houvesse conexão gratuita. A parada para o almoço durou uma hora e as 13h20 embarcamos em mais uma linha do Ligeirão, dessa vez na 550 sentido Terminal Pinheirinho e, assim como a outra, não demorou mais de 30 minutos e chegamos em Pinheirinho, outro grande terminal. Nesse terminal, localizado na região sul, o terminal recebe muitas linhas alimentadoras, 26 linhas, Interbairros, duas linhas, diretas, cinco, expressas, cinco, e expressas diretas, uma. 
Interior do Biarticulado Ligeirão.
Por Victor Santos
Além dessas linhas, também há possibilidade de integra-se as linhas do sistema metropolitano de Curitiba que atende cidades ao sul e atendem o terminal, sim, em Curitiba há possibilidade de sair das cidades ao redor da capital e ir em direção ao centro ou outra cidade sem o pagamento de outra tarifa se for feita a integração em terminais como esse.
Uma das coisas que percebemos nesse terminal é que além do comércio, há diversos serviços oferecidos para os passageiros dentro da área paga, algo muito interessante. 
Como ainda iríamos à cidade de Pinhais, deixamos o terminal rumo ao Terminal Cabral, do outro lado da cidade, onde viajamos na Interbairros II no sentido horário (020). Sim, em Curitiba as linhas ainda seguem uma ordem para identificar para onde está indo, pois no caso das interbairros, elas são circulares embora tenham o mesmo itinerário só que operando em sentidos opostos em alguns casos. 
Terminal Cabral.
Por Victor Santos.
Outra viagem rápida e direta e chegamos com pouco mais de 25 minutos de percurso e então viria uma das partes mais difíceis do roteiro. Ao chegarmos ao Terminal Campo de Imbuia, esperamos pela linha C01 Pinhais - Rui Barbosa que é administrada  e pela COMEC (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) que controla as linhas que partem de cidades ao redor de Curitiba em direção a capital. Embora a viagem até o terminal Pinhais não fosse tão longa, seis estações à frente, a demora dessa linha nos assustou, chegando a 40 minutos de espera o que ocasionou na lotação da plataforma. Assim que o bi articulado chegou, houve certo desespero para embarcar e desembarcar, mas mesmo assim tudo organizado de certa forma, pois quem iria embarcar esperou todos desembarcarem civilizadamente sem grandes problemas. 

Bi-articulado da linha C01 Pinhais - Rui Barbosa.
Por Gustavo Bonfate

Ao saber que estávamos avaliando o sistema de transportes da capital paranaense, uma passageira que trabalha na capital e mora em Pinhais começou a conversar conosco. Falou sobre sua chegada a capital, que trocou o carro pelas linhas expressas pela comodidade e economia de dinheiro e tempo, 25 minutos entre sua casa e o trabalho na Praça Rui Barbosa, além de sempre conseguir viajar tranquilamente em quase todos os dias. Assim como os demais passageiros, a mesma admirava o Metrô e Trem de São Paulo, mas não disse que Curitiba precisaria de um sistema sob trilhos para melhorar, apenas ampliar a frota, expandir linhas e melhorar a operação inclusive dessa mesma linha, C01, que perdeu alguns ônibus segundo a passageira pelo simples fato de não ser uma linha administrada pela URBS diretamente.
Com pouco mais de 30 minutos de viagem, enfim chegamos a Pinhais, outro imenso e importante terminal onde os passageiros oriundos do centro podem transferir-se para as linhas municipais da cidade sem o complemento da passagem, integração total. O terminal é integrado também a um shopping da região que compartilha o mesmo prédio e terreno do terminal, o Shopping Metropolitano de Pinhais.
Terminal Pinhais, plataforma das alimentadoras.
Por Victor Santos
Como já estava anoitecendo, era hora de voltar para o centro, então embarcamos na linha direta 304 Pinhais – Campo Comprido que saiu lotado do terminal e foi direto para o Terminal Campo de Imbuia novamente, sem paradas no percurso, onde embarcamos novamente na linha 303. Uma coisa interessante: a linha 304 embora ligue dois terminais diretamente, faz uma longa parada na Estação Praça Tiradentes, quase que um ponto final da linha.

Resumo do segundo dia
Embora boa parte das linhas nos impressionasse com os trajetos diretos, ônibus impecáveis, integrações bem feitas, o último trajeto para Pinhais mostrou que falta um pouco mais de organização nas linhas metropolitanas. Depois do repasse das linhas metropolitanas para a COMEC, pelo que vimos ainda que falta melhorar o controle das partidas como nas linhas municipais. Outro fato é que alguns veículos do sistema direto, expresso e alimentador possuem uma idade media de 15 anos, mas pelo que foi avaliado isso não compromete a operação, o que nos faz reforçar que a manutenção bem feita faz o veículo operar como um novo.
Veículo do sistema alimentador com 15 anos de operação, no Terminal Oficinas.
Por Gustavo Bonfate

Sobre os prefixos dos ônibus, a lógica que o sistema de Curitiba segue é a seguinte:
Ex1: DE700


A primeira letra significa a empresa, no caso D – Empresa Cristo Rei (antiga CCD Transporte Coletivo). A segunda letra identifica em qual sistema o veículo opera, no caso E – Expresso, embora os ônibus mais antigos ainda estivessem com o D – Biarticulado. Os últimos três dígitos são os números dos ônibus. Saiba mais sobre isso por aqui: 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Viagem à Curitiba - Cidade Modelo (Parte 1)

Estufa do Jardim Botânico, cartão postal de Curitiba.
Acervo Victor Santos.
É difícil imaginar como funciona os transportes em outras cidades além da região metropolitana de São Paulo, principalmente nas grandes capitais. Nesse roteiro não iremos falar da capital paulista e nem das cidades ao redor, mas sim da capital paranaense, Curitiba, que sempre é usada como Cidade Modelo nos Transportes por ser a pioneira mundial na implantação do sistema BRT – Bus Rapid Transit Trânsito Rápido de Ônibus na década de 1970. Confira como foi a visita em Curitiba e nas cidades ao redor da mesma. Como foram vários dias em Curitiba, vamos dividir em quatro partes esse especial.
Esquema de troncalização das linhas.
Retirado do site da URBS.
Antes de tudo vamos explicar como funciona o sistema de transporte na capital curitibana:
O valor da tarifa dos ônibus está fixado em R$ 4,25 que pode ser paga em dinheiro, em alguns casos, e através do Cartão Transporte Usuário da cidade, cadastrado e entregue em determinados lugares.
O sistema é dividido em Cores e Categorias especificados para cada tipo de linha:
Vermelho – Para linhas expressas e paradoras dos corredores
Cinza – Para linhas diretas, também chamados de Ligeirinho
Verde – Para linhas inter bairros
Laranja – Para linhas alimentadoras locais
Amarelo – Para linhas troncais e convencionais que utilizam vias compartilhadas
Branca – Para linhas circulares do centro e Inter hospitais com trajeto, tarifa e custos diferenciados
Todas as linhas são administradas pela URBS (Urbanização de Curitiba S/A), que administra terminais, estações e linhas de ônibus dentro e fora da cidade através do RIT (Rede Integrada de Transportes). As linhas que atendem a outras cidades ao redor de Curitiba são administradas também pela COMEC (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), que integram em terminais fechados as linhas de outras cidades com as linhas expressas e diretas da RIT.
Ou seja, por R$ 4,25, você consegue atravessar a cidade e chegar até outros municípios pagando apenas uma tarifa e assim você pode tanto pegar as linhas locais, linhas diretas ou expressas para realizar sua viagem.
Nas linhas diretas e expressas, os ônibus são equipados com avisos sonoros das próximas estações, em quais portas o desembarque será realizado, quais conexões você pode ter em determinadas estações ou terminais, além do fechamento das portas. Praticamente um Metrô sob rodas.

Chegada à capital
Após 45 minutos de voo entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo e o Aeroporto Internacional Afonso Pena em Curitiba, chegamos dentro do horário após um confortável e curto voo com a Azul Linhas Aéreas. Embora o aeroporto seja grande e bem sinalizado, ao tentarmos ir em direção ao centro da cidade, descobrimos que a linha 208 que liga o Aeroporto ao Centro Cívico, no centro de Curitiba, havia sido seccionada em outro terminal havia quase três semanas, embora a informação no site da URBS e no próprio aplicativo de ônibus Itibus ainda aparecesse à linha com partida do Aeroporto. E para piorar os funcionários não sabiam como deveríamos seguir para o centro se não usar o ônibus executivo que custou R$ 15,00 num percurso de pouco mais de 30 minutos até a Rodoferroviária onde enfim conseguimos cadastrar e utilizar o cartão de transporte da cidade para pagar as tarifas. Desconfortável essa falta de informação logo na chegada.
Bom, após o primeiro “probleminha”, seguimos para o centro utilizando a linha 303 Centenário – Campo Comprido que atendia a rodoferroviária pela estação tubo. Algumas coisas antes de tudo: quase ninguém conhece as linhas pela numeração, diferente de São Paulo, então tivemos que nos acostumar com o “Pega o ônibus Centenário sentido Campo Comprido”... Outra coisa é que TODAS as estações tubo possuem o pré embarque, cobradores para receberem o pagamento em dinheiro, mapa do eixo do corredor, e o painel que mostrava a linha que atendia aquela estação e as próximas chegadas quase que pontuais. Levamos pouco mais de 15 minutos até a nossa chegada ao centro a bordo de um biarticulado, relativamente lotado.
Estação Tubo padrão, Estação Visconde Nacar.
Acervo Victor Santos.
Primeira viagem
Depois da hospedagem, seguimos para a Praça Tiradentes, marco zero da cidade, onde encontramos o ponto inicial da Linha Turística e três estações tubos que eram atendidas por três linhas do sistema direto Ligeirinho. Como estávamos sem roteiro pronto, decidimos conhecer essas linhas diretas a fim de entender seu itinerário e atendimento, então seguimos com a linha 307 Santa Felicidade – Bairro Alto que realizava uma longa parada na Praça Tiradentes. Embarcamos e seguimos para o Terminal Bairro Alto. Outra dica para quem for visitar a cidade é que os terminais nem sempre são identificados como Terminais Bairro Alto, Centenário ou Campo Comprido, então fique atento a esse detalhe. Durante a curta viagem, uma simpática passageira nos contava como era o transporte na cidade e região, explicou como funcionava a integrações nos terminais e estações tubo, e explicou o que realmente era o sistema expresso, parador, diretas, inter bairros e locais (linhas de bairros). Ela admirava o sistema em São Paulo com o metrô e trens, e disse que embora o sistema de transportes em Curitiba fosse relativamente rápido e completo, é preciso melhorar muito. Irônico não? Enquanto aqui em São Paulo admiramos o transporte BRT dos curitibanos, lá na capital paranaense eles admiram São Paulo pelo metrô e trens que possuímos. Contudo, ela em nenhum momento disse que a capital precisa do metrô como os políticos dizem, apenas que melhorem o transporte atual para complementar o aumento da demanda.
Ônibus do sistema Ligeirinho estacionado na Estação Praça Tiradentes.
Acervo Gustavo Bonfate.
Após 40 minutos de viagem, chegamos ao Terminal Bairro Alto, um terminal relativamente simples, mas que tem uma função importante: integrar as linhas oriundas do centro com as linhas de bairro, embora não possua linhas expressas das canaletas, como eles chamam os BRT. A senhora nos acompanhou até pouco antes do final e indicou a linha Inter bairros III sentido Santa Cândida onde poderíamos utilizar ou as linhas diretas ou as linhas expressas do BRT. No terminal, nos transferimos para o Inter Bairros III sentido Santa Cândida, alias que linha interessante, liga dois terminais principais sem passar por grandes avenidas ou pelo centro. Essa linha é operada com articulados e não demorou a chegar a Santa Cândida onde podíamos utilizar a linha 203 Santa Cândida – Capão Raso, mas preferimos pegar mais uma linha direta na estação tubo do terminal, a linha 204 Santa Cândida – Pinheirinho que estava vazio no horário, por volta das 20h00. Nem 20 minutos de viagem e já estávamos no Terminal Cabral que, pelo horário, estava cheio, mas não para as linhas expressas com biarticulados, mas sim para as linhas diretas. O motivo talvez fosse porque as linhas diretas atendiam paradas próximas da Praça Tiradentes como a 607 Colombo – CIC, e foi nela mesma que viajamos onde encerramos o dia. Só um detalhe: as Linhas diretas ou expressas que atendem outras cidades partindo de Curitiba recebem o logo da "RIT" e um "M" indicando que é um ônibus que atende a região metropolitana, enquanto as linhas municipais recebem o logo da prefeitura.
Ônibus do sistema Alimentador, veículo Híbrido no Bairro Alto.
Acervo Gustavo Bonfate.
Opinião e avaliação do primeiro dia
Com exceção do probleminha no aeroporto logo após a chegada, o restante do dia transcorreu cheio de admirações do sistema. Painéis dentro dos ônibus das linhas diretas e das linhas de corredores anunciavam as próximas estações e conexões em determinadas paradas e terminais, e ainda anunciava por qual porta deveria desembarcar e ao fechá-las também anunciava. Isso é incrível, pois para turistas e até pessoas com dificuldades para saber em qual parada deve desembarcar, isso facilita muito e mostra que Curitiba é uma cidade organizada e a frente do tempo. A ideia de indicar que as portas 2 e 4 seria para desembarque facilita o fluxo do interior do veiculo, embora percebemos que as  pessoas se concentram nessas portas.
A troncalização em Curitiba foi implantada sem grandes problemas, as linhas locais desembarcam em terminais estratégicos e realizam a transferência para o sistema estrutural sem problemas. São Paulo até tentou troncalizar o sistema, mas há quase 20 anos sem sucesso. A ideia de ter duas opções para seguir desde os terminais até o centro reforça que Curitiba foi planejada para melhorar o deslocamento dos passageiros com linhas diretas, expressas e paradoras, além das inter bairros que deslocam passageiros entre os terminais sem passar pelo centro, mas também sem percursos longos e cansativos.
Biarticulado do sistema Troncal estacionado no Santa Cândida,
note o embarque por rampas do próprio veículo.
Acervo Gustavo Bonfate.
Nos dias seguintes a nossa chegada, veremos que nem tudo são flores no primeiro BRT do mundo, embora os moradores chamem o BRT de Curitiba de “Ônibus da canaleta” ou “Expressos” apenas. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Alguns fatos sobre o transporte em São Paulo

São Paulo é uma cidade imensa com inúmeros fatos que ainda são desconhecidos por pelo menos a maioria da população. Se somarmos a região metropolitana esse número dobra de tamanho. Aqui vai alguns fatos sobre o transporte em São Paulo e região. 
  • O Metrô e a CPTM não são tão diferentes o quanto você pensa
Normalmente se você perguntar a qualquer passageiro que usa o Metrô e/ou a CPTM sobre qual é a mais rápido ou confiável, é claro que muitos responderam que o Metrô é mais ágil e rápido e que a CPTM é antiga e lenta. Mas você sabia que ambas não possuem tantas diferenças assim?
Cada uma possui características distintas para o tipo de demanda ou operação. O Metrô atende as regiões mais centralizadas da cidade, basta observar o mapa da rede metro-ferroviária e perceber que o metrô chega apenas nos centros comerciais e regiões mais centrais dos bairros. Já a CPTM possui uma característica mais metropolitana por atender não só a bairros mais afastados do centro, mas como cidades da região metropolitana ou de outras regiões metropolitanas. 

Sistema de Transporte Metropolitano Paulista.
Autor: Gustavo Bonfate, 2015.

Outro fator que diferencia mais as duas é que o Metrô paulistano foi criado do zero com vias e estações novas, enquanto que a CPTM assumiu a malha férrea de companhias mais antigas como FEPASA e Rede Ferroviária Federal S.A. que já estavam sucateadas por conta dos baixos investimentos. As composições que circulam na CPTM, no geral, são maiores que as composições do Metrô pois possuem 08 carros de passageiros, enquanto do metrô somente 06. O sistema de alimentação elétrica também é bem diferente entre um e outro. No metrô a energia é conduzida pelo terceiro trilho, um equipamento que fica no nível das rodas do trem, e possui 700 Volts de Corrente Contínua. No caso da CPTM a energia é conduzida pela rede aérea, conjunto de fios que ficam acima da composição, com 3.000 Volts Corrente contínua.

Diferenças entre a CPTM e o Metrô.
Fonte: CPTM em foco.

Alguns fatos em que são similares é que tanto uma quanto a outra são um meio de transporte sobre trilhos que se difere apenas em que tipo de demanda irá atender, mas ambos podem operar com qualidade e agilidade, operando por debaixo da cidade ou em superfície.
Mas ambas são subordinadas ao governo estadual, se uma ou outra não tiver investimentos isso deve ser cobrado também do governador.
  • Falida em transporte
Para uma metrópole que é São Paulo, se o seu transporte coletivo não funciona corretamente, então a cidade fica travada e completamente quebrada no quesito mobilidade urbana. Não pense que no passado não faltaram projetos e soluções para esse problema mais antigo que tudo, porém como o Brasil preferiu investir mais no ramo rodoviário durante as décadas de 60 e 70, o resultado só podia ser o que vemos atualmente em diversas avenidas paulistanas: trânsitos terríveis, acidentes, prejuízos financeiros e físicos aos cidadãos que todos os dias precisam enfrentar o caos criado pelo uso massivo do transporte particular.
Se houvesse mais linhas de metrô, trem ou então mais tipos de transporte na cidade como os Bondes modernos (VLT - Veículo Leve sobre Trilhos), BRT (do inglês Trânsito Rápido de Ônibus), ou ciclovias de verdade, talvez o problema fosse amenizado. Mas a situação chegou a um ponto muito crítico e, mesmo com ampliações da rede do metrô, ainda seria insuficiente para solucionar de verdade o problema. 

Relação de espaço entre os sistemas de transportes.
Fonte: Mobilize.org.

Uma solução viável, principalmente para o momento da economia nacional, seria levar comércios, indústrias e pólos comerciais para mais distantes do centro, indo a bairros mais periféricos, para melhor distribuir os serviços públicos, a tão sonhada “descentralização”, algo que parece que não virá tão cedo.
  • Uma cidade frágil em mobilidade
Imagine uma São Paulo sem metrô, sem trem e sem ônibus. Se com esses transportes públicos a situação do trânsito é caótica, imagina se não existissem ou fossem menores do que são atualmente? Uma “prova” desse argumento é os dias em que o Metrô paralisa suas operações por motivos diversos, greves ou problemas técnicos. Se esse problema durar mais de uma hora, bairros como Sé, República, Consolação, entre outros, simplesmente travam. Avenidas radiais que levam ao centro da cidade ficam congestionadas, o que atrasa compromissos e gera frustração coletiva entre os cidadãos. 
O transporte público tem sim sua importância em uma grande metrópole, sem eles a cidade travaria de norte à sul e de leste à oeste, pois imagina toda a população, não só da cidade, mas como de outras, usassem somente os carros? Seria um caos completo.

Congestionamento de carros e ônibus na Radial Leste em um dia de greve do Metrô.
Fonte: G1-SP.
  • Incentivar o cidadão a deixar o carro em casa
Quando uma linha de metrô chega a algum bairro que só era atendido por ônibus, não são apenas os passageiros desses ônibus que migram para o metrô, mas quem mora nesses bairros e usa o carro para atividades diversas também começam a usar o transporte sobre trilhos. Com essa migração carro - metrô, o trânsito da cidade fluiria melhor e o tempo de viagem também melhoraria, isso que deveria acontecer cada vez mais. Mas, infelizmente o ritmo de expansão da malha do metrô e da CPTM não motiva muitos usuários de que ficará pronta tão cedo, vide as obras da Linha 15-Prata do Metrô que chegará a seu oitavo ano em obras e apenas 2,9 km e duas estações foram entregues, isso porque o governador Geraldo Alckmin anunciou em 2009 que a opção do monotrilho para a Linha 15 foi feita visando o baixo custo de construção e o baixo tempo de obras, bom... nada a declarar.
Se não houver incentivos, não haverá mudanças e com isso a cidade permanecerá inviável para se viver.

Composição do Monotrilho alinhado na Estação vila Prudente.
Autor: Gustavo Bonfate.

  • BRT na cidade
Uma opção de transporte que se tornou muito defendida é o BRT (Bus Rapid Transit - Trânsito Rápido de Ônibus) que é uma opção mais rápida que os corredores de ônibus comum. Implantado pioneiramente em Curitiba na década de 1970, o BRT é muito usado em casos em que o metrô é inviável de ser implantado ou não possuir características essenciais para tal como demanda ou viabilidade financeira. 
Em São Paulo, o BRT poderia ser implantado em vias em que o metrô não chega como a Avenida 23 de Maio, a Marginal Tietê, ou o Mini Anel viário de São Paulo que inclui as avenidas Bandeirantes, Tancredo Neves, Juntas Provisórias (onde já possui o BRT Expresso Tiradentes), Anhaia Mello e Salim Farah Maluf. 
Atualmente, apenas o Expresso Tiradentes atende a alguns requisitos de BRT que é cobrança antecipada em estações, exclusividade na operação dos ônibus, controle de partidas e atendimento diferenciado. Já o Corredor São Mateus - Ferrazópolis - Jabaquara da EMTU se assemelha mais a um corredor de ônibus, porém com características de metrô por integrar cidades e bairros distantes a estações do metrô/trem.
Vale lembrar que muitas cidades ao redor do mundo optaram pelo BRT para solucionar o problema dos congestionamentos nas cidades, ou seja, não é só metrô que pode ajudar na mobilidade, o ônibus também tem seu papel na estruturação de uma metrópole, basta ser implantado com eficiência e investir mais em outros modais de transporte.

Estação Pedro II do Corredor Expresso Tiradentes.
Autor: Gustavo Bonfate.
  • Ir ou sair dos aeroportos pode ser difícil
Pode parecer piada para muitas pessoas, mas atualmente nenhum dos aeroportos de São Paulo, Congonhas e Guarulhos, possuem uma ligação direta com a rede de metrô e trem. Enquanto em muitos países e até cidades brasileiras os aeroportos são atendidos pelo metrô ou pelo trem, na maior capital brasileira isso é apenas um sonho para os passageiros, e olha que ambos os aeroportos são muito antigos: Congonhas foi inaugurado em 1936 e está a 10,6 km do centro da cidade, e Guarulhos em 1985 e está distante da cidade à cerca de 36 km. Para acessar esses aeroportos, o passageiro precisa se deslocar até uma estação de metrô/trem mais próxima e utilizar ônibus até os referidos aeroportos, o que aumenta ainda mais o desestimulo do transporte público. Mesmo com a Copa do Mundo em 2014, quase nenhum legado foi deixado, ou nada no caso de São Paulo, pois a Linha 17 Ouro do Metrô que atenderia Congonhas ainda está em obras e a Linha 13 Jade da CPTM que atenderia Guarulhos só começou as obras em 2012, dois anos antes do Mundial, embora no caso da Linha 13 as obras avançaram mais do que a Linha 17.

Obras da Estação Aeroporto de Guarulhos, próximo ao Terminal Metropolitano Taboão.
Autor: Gustavo Bonfate.

Obras da Linha 17-Ouro, próximo a Estação Morumbi da CPTM.
Autor: Gustavo Bonfate.
  • Cuidar do seu patrimônio
O transporte público, como o próprio nome diz, é público, é de todos. Porém, muitas pessoas esquecem-se disso e acabam por quebrar o próprio patrimônio achando que o governo irá melhorar o transporte. Vandalizar trens, ônibus, pontos de ônibus e estações é jogar o seu dinheiro no lixo, pois para reparar o mesmo, será retirado o dinheiro que seria para melhorar a educação, a saúde ou usado em programas sociais, já pensou nisso? Cada vez que algum individuo vandaliza o patrimônio público, são as demais pessoas que perdem com isso e não o governo. Se mais ônibus forem queimados em manifestações ou trens forem vandalizados, o governo irá reduzir os investimentos e não aumentá-los, irá retirar linhas de ônibus da periferia, vai deixar de repor a frota em operação, vai retirar incentivos para o transporte público, enfim, o prejuízo será diretamente direcionado a nós mesmos. Lembre-se: Cobrar melhorias é uma coisa, vandalizar esperando algo melhor em troca é totalmente diferente e absurdo.
Trem recém chegado na CPTM vandalizado.
Foto retirada do blog Modal Ferroviário e Mobilidade Urbana, crédito ao autor.
  • Por que não ter metrô em todos os bairros?
Inviabilidade financeira e operacional, simplesmente isso. Por mais que pareça uma solução, ter mais linhas de metrô atualmente não resolveria toda a questão da mobilidade pois a demanda pelo serviço aumentou e concentrar isso cada vez mais no centro é um problema. O crescimento populacional da cidade não seguiu de forma organizada e com isso se tornou quase que impossível ter o transporte sobre trilhos em todos os bairros. Como já dissemos, não existe apenas o trem como opção de transporte rápido, existe o BRT que se encaixa em muitos quesitos urbanos em que o metrô já tem problemas para se adequar. Além disso, quando falamos em uma cidade organizada e sustentável estamos falando de uma cidade com diversos pólos comerciais espalhados pela cidade e não concentrado no centro como é em São Paulo. Sendo assim, mais linhas de metrô seguindo dos bairros ao centro não é uma solução lógica em tempos atuais, mesmo parecendo.

Trem da frota A do Metrô Paulista na Estação Luz.
Autor: Gustavo Bonfate.
  • O que temos atualmente sobre trilhos?
No total são 258,4 km de linhas férreas da CPTM divididas em seis linhas, 78,4 km de vias do Metrô divididas em seis linhas sendo uma operada pela iniciativa privada, a ViaQuatro. Em São Paulo, atualmente há 138 km de corredores de ônibus e 500 km de faixas exclusivas simples, enquanto que na região metropolitana 57,3 km de corredores de ônibus que atendem à cinco municípios da região metropolitana. Há diversos projetos para ampliar a rede de metrô, trem e corredores de ônibus, alguns estão em obras, mas a maioria se quer saiu dos projetos, o que dificulta a mobilidade urbana e as viagens desde as cidades até a capital. Uma curiosidade é que São Paulo possui uma linha de ônibus que circula por bairros no extremo sul da cidade que utilizam a balsa da Ilha do Bororé para conectar a ilha até o Terminal Grajaú, também na zona sul. O blog visitou a Ilha em 2016, veja a matéria aqui (Roteiros Interessantes em São Paulo - Ilha do Bororé). 

Mapa do Transporte Metropolitano.
Fonte: Metrô SP.
  •  O que o passageiro ou cidadão pode fazer para melhorar o transporte?
Cobrar autoridades, se informar melhor sobre o assunto, respeitar normas e regras das empresas de transporte, participar mais de debates e discussões, e acima de tudo, entender que um transporte público não se faz sozinho, todos tem um papel importante para isso. Não adianta ir à sua rede social e reclamar da CPTM, do Metrô ou da SPTrans, até porque palavras da boca pra fora são esquecidas no dia seguinte. Cobrar melhorias de quem tem o papel de servir o cidadão de forma justa e transparente é quase que uma obrigação do próprio cidadão, até porque é ele quem usa todo o dia o transporte e então é só ele que deve cobrar melhorias.
O papel do governador e de seus secretários é melhorar o estado e as cidades, e o papel do cidadão é conferir e cobrar eles, não é só votar, não se esqueça disso.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Linhas de ônibus para o Aeroporto de Congonhas

Linhas de ônibus para o Aeroporto de Congonhas

Aeroporto de São Paulo/Congonhas.
Foto: Infraero.
Um dos principais e movimentados aeroportos do Brasil está localizado entre os bairros do Campo Belo e Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Cercado de casas e edifícios, o aeroporto hoje se encontra saturado e sem opções para ampliação, mesmo assim é o aeroporto mais próximo da cidade, já que o Aeroporto de Guarulhos fica mais distante do centro de São Paulo. Inaugurado em 1936, o aeroporto, assim como o Aeroporto de Gaurulhos, não possui ligação direta com linhas de Metrô ou da CPTM, sendo atendido principalmente por linhas de ônibus municipais de São Paulo já que a estação mais próxima fica á cerca de 6 km (Estação São Judas da Linha 1 Azul do Metrô). A entrada principal do aeroporto fica na Avenida Washington Luís (Corredor Norte - Sul) por onde se tem acesso as regiões sul, norte e central da cidade. Por ser uma avenida arterial da cidade, constantemente congestionada o que pode gerar atraso para quem precisa ir ao aeroporto. Vale lembrar que o Aeroporto de Congonhas possui apenas vôos para destinos nacionais, e em 2015 foi derrubada uma restrição que foi imposta em 2007 que limitada os vôos em apenas 1.500 km em linha reta. Essa restrição foi criada logo após o trágico acidente do Voo 3054 da TAM.
Como o aeroporto possui diversas linhas passando próximo á ele, vamos listar as linhas que fazem ponto final ou inicial no aeroporto e logo a seguir as linhas de passagem. 

Serviço Airport Service
258TRO Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) - São Paulo (Aeroporto de Congonhas) via Av. 23 de Maio.
Ônibus da linha 258 TRO.
Foto retirada da internet, créditos na foto.
Já citada na matéria anterior, essa linha é operada pela Serveng Transportes do Consórcio Internorte da EMTU/SP. Essa linha opera no sistema executivo com ônibus com Ar Condicionado, Poltronas reclináveis, Banheiros, Wi-Fi, além de um serviço diferenciado. O valor atualizado da passagem é de R$ 45,50, pagamento feito no momento do embarque que é somente realizado nos pontos iniciais. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou no cartão de débito em ambos os pontos, o BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano) não é aceito na linha. Observação: As partidas das 23:10, 00:15, 01:30, 03:00 e 04:30 fazem passagem no Terminal Rodoviário do Tietê sentido Aeroporto de Congonhas, e no sentido Aeroporto de Guarulhos são as partidas das 00:00, 01:30, 03:00 e 04:30.
Tarifa: R$ 45,50 (valor atualizado)
Operadora: Consórcio Internorte (Serveng Transportes)
Controladora: EMTU/SP

Linha Metropolitana

470TRO Santo André (Terminal Metropolitano Santo André Leste) - São Paulo (Aeroporto de Congonhas) via São Caetano do Sul Circular.

Essa linha é bem peculiar, pois atende o aeroporto em sistema circular saindo do Terminal Metropolitano Santo André Leste, ao lado da estação Prefeito Daniel - Santo André da Linha 10 Turquesa da CPTM, e indo até o Aeroporto de Congonhas e voltando sem fazer ponto final. A linha atende ao Terminal Rodoviário de Santo André (TERSA), a cidade de São Caetano do Sul pela Avenida Goiás, passa ao lado do Terminal Sacomã, já em São Paulo, passando também pela região da Saúde, Jabaquara, Parque Jabaquara e Jardim Aeroporto. A linha é operada pela empresa Publix e é controlada pela EMTU/SP, o serviço oferecido é o Seletivo com ônibus semi rodoviários e tarifa diferenciada. Porém, tanto o percurso quanto os intervalos entre as partidas afastam possíveis passageiros da linha, além dos serviços que são mal oferecidos pela empresa. O percurso é estimado em 2 horas e 20 minutos e opera somente aos dias úteis entre as 5 horas às 22 horas com intervalos entre entre 50 minutos à 1 hora entre as partidas.
Tarifa: R$ 6,85 (valor atualizado)
Operadora: Publix (Empresa de Transportes Publix LTDA)
Controladora: EMTU/SP

Linhas municipais
609J-10 Aeroporto - Metrô São Judas (Circular)
Ônibus da linha 609J-10.
Foto retirada da internet, créditos na foto.
Criada durante os jogos da Copa do Mundo em 2014, a 609J-10 hoje é uma das principais e mais rápidas ligações entre o Aeroporto e a rede metroviária. Seu ponto inicial está localizado próximo da entrada principal do aeroporto e opera em sistema circular até a Estação São Judas onde o passageiro pode se conectar com a Linha 1 Azul do Metrô. Operado pela TUPI Transportes, os intervalos entre os ônibus ficam em torno de 12 á 15 minutos durante o dia e o que chama atenção nessa linha é a predominância de motoristas femininas na operação dos ônibus, tendo sido foco da mídia e apelidada de "Linha Rosa". Recentemente a linha teve uma pequena alteração no itinerário com o fim da 875M-10 (Aeroporto - Metrô Barra Funda via Miruana), pois para atender a Avenida Miruana, a 609J-10 passou a circular por essa avenida e acessando a Avenida Bandeirantes pela Miruana. Os intervalos entre os ônibus giram em torno de 15 minutos durante o dia e o percurso de um ciclo completo de 70 minutos. A linha é uma boa opção para quem vem do Metrô e vai para o Aeroporto.
Tarifa: R$ 3,80 (valor atualizado)
Operadora: Consórcio Unisul (TUPI Transportes)
Controladora: SPTrans

6110-10 Conjunto Habitacional Palmares - Aeroporto 

Outra linha operada por uma ex-cooperativa, no caso a Transwolff Transportes, que liga a região do Grajaú ao Aeroporto passando por diversos bairros próximos da Represa Guarapiranga, Cidade Dutra e Interlagos. Os intervalos giram em torno de 10 á 12 minutos e o tempo de percurso é estimado em 1 hora e meia de viagem.
Observação: Assim como a 5128-10, a 6110-10 faz o ponto final em uma rua próxima a entrada principal do Aeroporto, na Rua Félix de Sousa. 
Tarifa: R$ 3,80 (valor atualizado)
Operadora: Transwolff Transportes (antiga Cooper Pam)
Controladora: SPTrans

Outras linhas: 5194-21 (Jardim São Jorge até o Apurá - Aeroporto Circular) e 875A-10 (Aeroporto - Perdizes via Aratãs). Ambas as linhas atendem o aeroporto de passagem e são operadas pela TUPI Transportes. No caso da 875A-10, o ponto inicial fica no Jardim Aeroporto.
Observação: A linha 5128-10 Jardim Apurá - Aeroporto iria ser encurtada no Metrô Conceição, algo que não ocorreu e a linha permanece atendendo o Aeroporto.
Linhas de Passagem com os intervalos médios entre os ônibus.
Tabela: Gustavo Bonfate.
Vale lembrar que o  Aeroporto de Congonhas não possui vôos noturnos, pois devido á uma determinação da justiça para não incomodar os moradores da região próxima do aeroporto, o horário de operação do aeroporto é das 6 horas ás 23 horas todos os dias
Para mais informações consulte:

SPTrans

EMTU/SP

Infraero 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Metrópole Conectada – Linhas de ônibus para a Rodoviária Barra Funda

Terminal Rodoviário Barra Funda

Foto do Acesso Sul, retirada do Metrô.
Inaugurada oficialmente no dia 20 de dezembro de 1989, um ano depois da Estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô e CPTM, hoje a rodoviária da Barra Funda é a segunda mais importante e movimentada de São Paulo, contendo linhas 139 linhas para mais de 570 cidades de seis estados das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, além de uma cidade na Bolívia. Enquanto o Terminal Rodoviário do Tietê fica com as linhas para o nordeste, leste e sudeste do estado de São Paulo, partindo da Rodoviária Barra Funda há linhas para o Oeste e Sul do estado. Além de tantas linhas rodoviárias, há diversas linhas municipais e intermunicipais de São Paulo que atendem aos dois terminais urbanos da rodoviária: O terminal sul localizado na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, próximo do acesso ao Metrô e CPTM, e o terminal norte localizado na Rua Aloysio Biondi, acesso pela rodoviária. Saiba aqui as que atendem a estação intermodal Barra Funda.
  • Linhas da CPTM e do Metrô que atendem a Estação Palmeiras Barra Funda

Linha 3 Vermelha do Metrô (Palmeiras Barra Funda - Corinthians Itaquera)
Conexões: República - Linha 4 Amarela (Luz - Butantã)
                   Sé - Linha 1 Azul (Jabaquara - Tucuruvi)
                   Brás - Linhas 10 Turquesa, 11 Coral e 12 Safira da CPTM
                   Tatuapé - Linhas 11 Coral e 12 Safira da CPTM (Em horários específicos)
                   Corinthians Itaquera - Linha 11 Coral da CPTM (Em horários específicos
Linha 7 Rubi da CPTM (Luz - Francisco Morato/Jundiaí)
Conexões: Luz - Linhas 1 Azul e 4 Amarela do Metrô, e Linha 11 Coral da CPTM
Linha 8 Diamante da CPTM (Júlio Prestes - Itapevi)
Conexões: Presidente Altino e Osasco - Linha 9 Esmeralda da CPTM
  • Terminal Norte
Linhas Intermunicipais
472 TRO Guarulhos (Aeroporto Internacional de São Paulo) – São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Um serviço Executivo do Aeroporto que já foi citada pelo blog em outras postagens. A linha atende desde o Aeroporto Internacional de São Paulo até o Terminal Rodoviário da Barra Funda passando pelo Terminal Rodoviário do Tietê operando com ônibus rodoviários com Ar Condicionado, Wi-Fi, Poltronas confortáveis, Água e Toalete. Há uma curiosidade sobre a linha: Caso você embarque no Aeroporto de Guarulhos o valor cobrado é de R$ 45,50, porém, caso você embarque em uma das rodoviárias, Tietê ou Barra Funda, o valor cobrado é R$ 47,35 devido à taxa de embarque da rodoviária. Além disso, para embarcar é necessário ir ao clichê da Airport Bus Service e comprar a passagem, com exceção dos seguintes horários: 00:30, 02:00, 03:30 e as 05:00. Nesses horários o pagamento é feito diretamente com o motorista na plataforma de embarque da linha, Plataforma 60.
Serviço: Aeroporto Executivo.
Tarifa: R$ 45,50 (embarque Aeroporto), R$ 47,35 (embarque na  rodoviária). Valores atualizados.
Operadora: Consórcio Internorte (Serveng Transportes)
Controladora: EMTU/SP

524 TRO Barueri (Trevo de Alphaville) – São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Tamboré (Barueri), Rodovia Castelo Branco e Marginal Tietê.
Serviço: Comum.
Tarifa: R$ 5,65 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Urubupungá/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.
Observação: Somente de Segunda a Sexta. 

Linhas municipais do Terminal Norte (Lado Norte):
Linhas municipais do Lado Norte. Clique na imagem para ver maior.
Por Victor Santos.
  • Terminal Sul
Linhas Intermunicipais
308 TRO Cotia (Atalaia) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Centro de Cotia, Terminal Metropolitano Cotia, Rodovia Raposo Tavares, Metrô Butantã, Pinheiros e Pacaembu. 
Serviço: Seletivo.
Tarifa: R$ 10,60 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Viação Raposo Tavares/Intervias.
Controladora: EMTU/SP.

331 TRO Caieiras (Laranjeiras) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Parada de Taipas, Avenida General Edgar Facó, Lapa e Avenida Francisco Matarazzo
Serviço: Comum.
Tarifa: R$ 5,00 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Viação Caieiras/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

350 TRO Itapevi (COHAB) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Estação Itapevi, Parque Boa Esperança, Carapicuíba, Osasco, Parque Villa Lobos e Lapa.
Serviço: Comum.
Tarifa: Itapevi (COHAB) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 5,65.
            Barueri (Jardim Julio) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 4,95.
            Itapevi (COHAB) - Barueri (Batalhão Logístico) = R$ 4,10.
            Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima) - Osasco (Vila Yara) = R$ 4,50.
*Valores atualizados, tarifas cobradas por trecho percorrido ida e volta.
Operadora/Consórcio: Benfica BBTT/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

350 BI1 Itapevi (Vila Gioia) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Estação Itapevi, Parque Boa Esperança, Carapicuíba, Osasco, Parque Villa Lobos e Lapa.
Serviço: Comum.
Tarifa: Itaoevi (Vila Gioia) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 5,65. 
           Barueri (Jardim Julio) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 4,95.
           Itapevi (COHAB) - Barueri (Batalhão Logístico) = R$ 4,10.
           Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima) - Osasco (Vila Yara) = R$ 4,50.
*Valores atualizados, tarifas cobradas por trecho percorrido ida e volta.
Operadora/Consórcio: Benfica BBTT/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

361 TRO Francisco Morato (Parque 120) - São Paulo (Term. Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Centro Francisco Morato, Rodovia Tancredo de Almeida Neves, Centro Caieiras, Parada de Taipas, Avenida General Edgar Facó, Lapa e Avenida Francisco Matarazzo.
Serviço: Comum.
Tarifa: Francisco Morato (Parque 120) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 6,30
           Caieiras (Trevo de Laranjeiras) - São Paulo (Barra Funda) = R$ 4,20
           Francisco Morato (Parque 120) - Caieiras (Trevo de Laranjeiras) = R$ 4,45
Operadora/Consórcio:
Controladora: EMTU/SP.
399 TRO Barueri (Parque Imperial) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda)
Principais vias: Baronesa, Jaguará, Rodovia Anhanguera e Avenida Marquês de São Vicente.
Serviço: Comum.
Tarifa: R$ 5,00 (Valor Atualizado).
Operadora/Consórcio: Urubupungá/Anhanguera.
Controladora: EMTU/SP.

Observações: Linha 385 TRO Pirapora do Bom Jesus (Jardim Bom Jesus) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) possui apenas dois horários: 05:10 sentido Barra Funda, e as 17:00 sentido Pirapora do Bom Jesus, somente nos dias úteis. Linha 
442 TRO Caieiras (Jardim Nova Era) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) possui três partidas de manhã somente sentido São Paulo, e quatro sentido Caieiras, consulte o site ou aplicativo da EMTU/SP. 
Linha 458 TRO Carapicuíba (COHAB I) - São Paulo (Terminal Rodoviário Barra Funda) possui apenas duas partidas apenas nos sábados: 05:35 sentido São Paulo e as 06:50 sentido Carapicuíba

Linhas municipais do Terminal Sul (Lado Sul):
Linhas municipais do Lado Sul, clique na imagem para ver maior.
Por Victor Santos

Fontes: Socicam, SPTrans, EMTU/SP, Metrô-SP e CPTM.